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sexta-feira, 5 de maio de 2023

Responsabilidade Afetiva... O que é de fato?

E ai, aconteceu que uma garota com seus 30 e poucos anos que apesar da idade, ainda não sabia direito como lidar com as pessoas e com os relacionamentos interpessoais, conheceu uma outra garota que desfrutava também dos seus 30 e poucos anos, mas, já naquela data, ela soube pela sua intuição, que aquele não seria um bom relacionamento. 

Apesar de ingênua e um pouco boba demais, ao conhecer aquela pessoa, sentiu claramente que aquele tipo de personalidade não lhe caia bem, pois, arrogância, estupidez, desdém e algumas mentiras, permeavam o modo de viver da tal fulana. 

Dez anos atrás, a garota que escreve, decidiu que não iria manter contato com esta nova pessoa inserida em seu meio, pois, sua mente não se sentia em paz na presença dela, dada a sua personalidade caótica e fútil, como lhe parecia ser. 

O tempo passou e nas idas de 2020, o mundo enfrentou o isolamento social fruto da pandemia e, esta que vos fala passou por dias bem nebulosos (pra não tirar o mérito dos piores dias da vida dela, até então, em corredores de hospitais e leitos de UTI).

Pra sua surpresa, uma outra pessoa que lhe era muito agradável, lhe convidou para fazer uma visita a uma amiga que no caso, era a tal fulana de 10 anos atrás. 

A vida pra elas também não estava fácil, amores e relacionamentos doentios haviam lhes tirado muita coisa dos seus corpos, das suas mentes, dos seus bolsos e, principalmente, das suas almas. 

E a mágica estava feita: aquela não parecia mais ser a tal fulana arrogante, estúpida e fútil de anos atrás! 

Mas, como se sabe, o tempo é o senhor e conforme foi passando, era claro pra mim que entre nós, havia apenas um coleguismo, já que a amiga em comum, era a confidente fiel da fulana. E tudo bem que fosse assim, já que o contrário não seria real ou genuíno. 

E tudo ficou bem, até que a vida decidiu colocar uma pessoa na vida desta fulana, que conseguia a completar como jamais aconteceu na vida dela e, em contrapartida, lhe tirar a paz, também como jamais havia visto antes.

As dificuldades de convivência passaram a ser tornar imensas e aquelas características de anos atrás, pareciam ter saído da latência e se tornaram dia a dia, mais evidentes e extremamente irritáveis para esta que vos escreve. 

Dentro do meu eu, retomaram - se os conflitos anteriores a respeito da permanência desta pessoa, na minha vida, mas, considerando que eram apenas rompantes e momentos de estresse, segui ignorando os sinais (que iam desde a indignação ao presenciar a fulana desfazer de vendedores e entregadores, a como ela lidava com a dor do outro, com as necessidades do outro). 

Assim, fui convivendo com a fulana e com todo o caos que ela me trazia, mas, conscientemente, decidi sempre fazer o que fosse melhor para que não houvessem conflitos entre nós, pois, as coisas poderiam sair do lugar.

E, como já se sabe, a estratégia não vingou...

Em dado momento, ao perceber que já não era mais parte daquele grupo de pessoas, decidi me priorizar e me afastar. Recusei convites... e assim as coisas foram voltando a normalidade dentro de mim.

Acompanhava pelas redes sociais que a fulana e a amiga em comum, fizeram inúmeras viagens românticas e de casal e, sempre me dizia: Ufa! Eu não caberia mais aí dentro!

Ao mesmo tempo, me dizia: ela não sente falta de sua amizade, pois, ela está bem com os que estão ao lado dela e, desta maneira, segui em frente, aliviada em partes.

Até que um dia, a fulana me ligou para me contar que iriam dar um UP na vida, que iriam se mudar e que a minha presença era necessária e, ao contrário do que pensei naquele momento, que isso se devia a consideração que ela tinha por mim, já que estive presente desde o inicio daquela história de amor, apoiando, trazendo ambos pra realidade e a fazendo muitas vezes, enxergarem os erros que cometiam, dessa vez, ela iria precisar de BRAÇOS para ajudar com a mudança, e que após voltarem de um show de pagode na praia grande, no sábado pela manhã, iriamos iniciar a mudança.

Extremamente chocada e sem saber o que fazer, eu confirmei que iria, mas, minha intuição me dizia pra eu não ir e, de fato, não fui. 

Não avisei que não iria por ter me sentido usada, por me sentido desprezada, exatamente como eu via ela fazer com as outras pessoas e ignorava.

Resultado: Fui humilhada em público!  

Fui acusada de não ter o mínimo de responsabilidade afetiva, de ignorar as pessoas, já que só permanecia onde queria estar e onde eu teria algum tipo de benefício. Que marcava e não aparecia. 

E ai? 

Responsabilidade Afetiva para com o outro é isso? 

Se ignorar para suprir as necessidades e vontades alheias? 

Certeza que não! 

E agora, depois de bons meses, consigo lhe dizer: Fulana, você está errada! Ter responsabilidade afetiva é ser verdadeira, real, principalmente consigo. 

E assim, sigo leve, de consciência limpa e certa que o tempo é o senhor, mas, que a intuição é a rainha! 




domingo, 24 de abril de 2011

VOCÊ SABE DIZER NÃO?????


Muitas vezes as crianças aprendem que dizer sim para os adultos é sinônimo de respeito e de amor à eles. E os pais com dificuldades - pois não existe manual de pais - não conseguem vislumbrar o que podem gerar nesses pequenos tão “obedientes”. Aqui não estou dizendo que eles precisam ser mal educados, porém,devem expressar suas vontades o que é essencial para um crescimento saudável.

E essa "obediência" perdurou anos em minha vida, gerarando até sérios problemas de saúde como a depressão.

Me perdi na mistura de quem sou eu, o que eu quero, e o que não quero, e por isso, sofri muito e engoli muitos "sapos".


A metáfora acima representa a importância de respeitar o que se quer, o que sim pode fazer, o que não pode fazer. Quando eu aprender a dizer sim para mim, e não ao contrário conseguirei ser 100% de mim.

Anteriormente, o que acontecia era um dizer sim para todos, menos para eu mesma. Dizer sim para mim é escutar minhas vontades e meus desejos.

Rediscobrir que eu sou importante para mim é o primeiro lugar para a reconstrução de uma auto-estima, dizer sim para mim é um disparador para a minha felicidade!

É necessário perceber o que se pode e o que se quer fazer. O que vai ajudar consequentemente as pessoas que convivem comigo!

Mas isso nao é egoísmo? É engraçado como muitas pessoas, tem a facilidade de se sentir mal diante de um Sim para si, e não tem ao contrário. Pergunto: E o que é isso?; para quê serve dizer não para mim e sim para o outro?; eu realmente quero dizer sim?; será que não é importante valorizar os meus sentimentos?

É de extrema importância saber dizer sim e não, e relembrar que ser assertivo me ajuda muito a não engolir os grandes sapões da metáfora citada...

Te convido a repensar alguns minutos... pense na vida. O que anda dizendo a si próprio? É isso que quer? E posso realmente fazer isso tudo? Tenho certeza que não estou dizendo não para mim? Ou então, o que será que está por detrás desse não para mim?

sábado, 23 de abril de 2011

Imoral X Irracional...

Conseqüências diretas na vida de nós gays,
resultantes do preconceito e da discriminação.
*Conseqüência pessoal: por ser vítima desse preconceito e da discriminação, muitos homossexuais acreditam ser pessoas estranhas, as quais não tem direito a nada, nem ao respeito, é alvo de piadas, têm suas vidas invadidas, são menosprezados em tudo que tentam fazer, são subestimados. O gay então começa a achar que ele sofre de algum problema, que está errado, mas na mente não consegue entender essas atitudes por parte da sociedade. Nós homossexuais temos uma conseqüência nesse campo altamente prejudicial, onde caso a solução falte implicará em vários nas nossas vidas.
*Conseqüência relacional: as conseqüências evidenciam-se como num efeito cascata, o fato de sermos rejeitados incide no relacionamento de nós homossexuais, onde existem dificuldades de fazer amizades, a família nos trata como um parente distante ou bastardo, sempre que estamos ou chegamos em algum lugar somos excluídos das conversas, dos círculos de amizade, desprezados, ignorados, com isso tentam incutir em nós que não merecemos estar junto destes pois a nossa sexualidade é distinta, e assim legitima-se exercer esses atos de insipiência.
*Conseqüência profissional: simplesmente existe rejeição quando algum de nós procura emprego pela razão da nossa sexualidade, creditam a capacidade que temos a nossa sexualidade, e para isso muitos ocultam a própria sexualidade em face de conseguir um empreso ou permanecer nele se já o tiver.
*Conseqüência psíquica: é a pior, pois afeta as áreas mentais, muitos por não terem um equilíbrio emocional e domínio próprio acabam em face do preconceito e todos os resultados negativos que ele gera, atitudes erradas, impensadas e até fatais privando de ter uma vida excelente sendo quem se é.
*Conseqüência em razão da Fé: essa se configura em razão de sermos excluídos da fé, como se Deus nos detestasse e nos castigasse por apenas exercer e viver os nossos sentimentos.
Através de todas essas argumentações, os homossexuais e homossexualidade são atacados, execrados, tratados como uma coisa qualquer, o que se precisa fazer é lutar sempre em favor das vidas, dos sentimentos, da essência de cada homossexual e procurar-se viver apesar do preconceito e da discriminação.